Há mais de um século a humanidade tem desfrutado de um útil e necessário invento que proporciona desempenho, economia e conforto à rodagem de veículos terrestres automotores e outros. O pneumático, simplificadamente denominado de pneu, é um tubo de borracha cheio de ar e ajustado ao aro da roda do veículo, permitindo a tração do veículo e, ao mesmo tempo, absorvendo os choques com o solo sobre o qual o veículo trafega. Será inconcebível, senão impossível, supor que outro dispositivo venha a substituir o atual pneumático.

Ao mesmo tempo em que os veículos automotores terrestres - automóveis, caminhões, utilitários, máquinas agrícolas, motocicletas - foram sendo produzidos em cada vez maiores quantidades, movimentando o maior conjunto de indústrias do planeta, também cresceram as indústrias de pneus, destinando-os tanto à equipagem dos veículos novos quanto à reposição na frota em circulação.
Não há estatísticas disponíveis, mas estima-se que a produção mundial de pneus esteja ao redor de um bilhão de unidades.
Os principais fabricantes de pneus remontam suas origens aos pioneiros, ainda no Século IX: a inglesa Dunlop, depois absorvida pela italiana Pirelli, à francesa Michelin, as norte-americanas Goodyear e Firestone, esta última hoje consorciada com a japonesa Bridgestone.
Atuando no Brasil, juntas estas empresas produzem, anualmente, 45 milhões de pneus, um terço dos quais é exportado, outro terço é adquirido pelas montadoras para equipar os veículos novos e o terço restante é destinado à reposição da frota.
No Brasil, são poucas as empresas ambientalmente legalizadas e possuidoras de licença para incineração, incorporação ou transformação de pneumáticos inservíveis.
No país, a maioria dos pneumáticos inservíveis são destinados através da incineração em autofornos, mas este processo demanda alto investimento, tendo no Brasil a capacidade de se destinar aproximadamente 250.000 ton/ano, sendo que a demanda para 2005 é de aproximadamente 720.000 ton/ano.

 

Ultima atualização: 2002